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sábado, 3 de dezembro de 2011

Texto Avulso II - Luz

Esses dias, quando me deitei no chão gélido do meu quarto, ao lado da cama, me peguei pensando sobre o amor. É uma coisa complicar de entender, sentir, explicar e de esquecer também, principalmente.
Tenho manias estranhas, como a de largar tudo ao meu redor, sentar ou deitar em algum lugar silencioso e ficar pensando comigo mesmo. Acho isso muito prazeroso porque posso ver meus próprios defeitos, julgar meus próprios atos e me arrepender de várias coisas. Não sou muito a favor de ficar repetindo as mesmas coisas para que possa conseguir algo, mas um pensamento ficava martelando minha cabeça e tudo que eu tentava imaginar, se repetia nesse mesmo pensamento.
E sabe qual é esse pensamento? Você. Aquele corpo quente que invadiu meu espaço sem minha permissão e sem mesmo eu perceber já tinha dominado minha vida. Sem eu perceber já tinha partido e foi viver.
Fiquei muito tempo pensando no porquê, e não encontrei nenhuma resposta, foi então que eu resolvi aceitar a decisão. Esse papo de que o tempo cura as feridas não é nada verossímil. O tempo apenas ajuda a camuflar bem no fundo das suas ideias aquilo que você quer esquecer. Mas você nunca conseguirá esquecer daquilo e sempre irá no fundo das suas ideias remexer naqueles sentimentos antigos. Não é mesmo?
Pois bem, eu remexi nessas ideias. E me arrependi muito por isso.
Foi então que eu senti lágrimas caindo pelo meu rosto. Mas senti uma enorme satisfação em perceber que aquelas lágrimas eram da luz que clareava meu rosto e não do arrependimento.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Morte

Um título meio chocante, porém natural. Todos um dia nascemos, vivemos e morremos, você já deve ter ouvido isso. Temos a ideia de morte como uma perda, e ela realmente é. Nos magoa? Sempre.

Vamos tentar explicar por meio de uma metáfora: a vida é andar em uma corda, sem ter um chão debaixo ou algo te segurando, e quando você desequilibra dessa corda, você cai e deixa os outros andando na corda. A morte seria algo parecido como alguém cortar essa corda, e você não saber o que fazer, perder as pessoas que amava, se entristecer de repente.

Não tem como impedir, nem como desfazer, apenas aceitar e não entender. Em algum lugar onde estará agora, a primeira coisa que ela quer é que você não esqueça dela. Sofra, se deprima, se entristeça, se sinta vulnerável, se machuque, se arrependa, mas não deixe de fazer o mais importante: faça tudo isso por ela. Sempre.

~Em Tributo Póstumo a Thâmara.

domingo, 25 de setembro de 2011

Texto Avulso I - Tempo

Pra começar os posts do blog, um texto avulso que pensei enquanto vagava pelos meus pensamentos:

"É até meio que estranho. Tanto tempo longe, separados, e parece que foi ontem mesmo que estávamos lá, sorrindo, nos divertindo. Ah, aqueles risos, por menores que eram faziam me sentir uma gigantesca sensação de conforto. Nem havia mudado, se transformado, nada. Era aquele mesmo jeito, simples, cômico, extrovertido, divertido. O tempo não esperava, voava, não deixava vivermos aquele momento juntos, aquele pequeno grande momento, ao qual eu tinha enorme satisfação presenciar. Deixando de lado o contexto, todos meus pensamentos eram seus. Tudo que fazia, olhava, seu modo de ser, estranho, desengonçado, feliz. Ao mesmo tempo em que eu entendia, não fazia o menor sentido. Odiava o amor, adorava a dor, a dor de te ver longe, de nunca mais encontrar aquele sorriso que me deixava... alegre."

Esse texto não tem nenhum fundo real, eu acho...
Primeiro post de vários, espero. Até mais!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Digam "Oi", web navegantes

A partir de hoje, 23 de setembro de 2011, começa uma Nova Era. A Era do blog que não irá mudar sua vida mas irá fazer você pensar um pouco mais nela, afinal, temos tanto e nos sentimos com tão pouco... Esse endereço da web na qual você se encontra talvez poderá ser atualizado diariamente, talvez quinzenalmente, não é certo, mas a princípio ele não tem um intuito informativo, e sim de expor minhas ideias e meus ideais perante a sociedade atual, talvez alguns poemas e textos avulsos, porém nada que seja de utilidade extrema, e sim para puro entretenimento. Portanto, navegue, leia, reflita, mude. A mudança só depende de você, só depende de iniciativa.